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A idéia
de se costurar através de uma máquina surgiu no ano
de 1760 e passou muito tempo despercebida. Inúmeros
inventores desenvolveram projetos e patentearam novos modelos de
máquinas de costura, porém nenhum deles era prático.
A construção da primeira máquina
de costura Singer, há mais de 150 anos, representou o ponto
de partida de uma evolução que proporcionou a todas
as mulheres, em todos os pontos do globo, os meios para realizarem
suas tarefas de costura de forma mais produtiva, reduzindo os custos
e o tempo despendido na confecção de roupas.
No ano de 1850, o Sr. Isaac Merrit Singer
(mecânico, ator e inventor) conheceu, na oficina do Sr. Orson
Phelps, uma máquina de costura. Ao analisar cuidadosamente
o seu funcionamento, sugeriu modificações que revolucionaram
sua fabricação. Em onze
dias, estava pronta a primeira máquina de costura
realmente eficiente. Singer solicitou uma patente em 1851 e continuou
a melhorar sua máquina até sua morte, em 1875, aos 63
anos.
Em 1851, o Sr. Isaac Singer fundou a SINGER,
que inicialmente enfrentou sérios problemas para introduzir
seu produto, pois o público não acreditava que a máquina
funcionava corretamente. Mas, aos poucos, o produto foi ganhando
credibilidade.
Visando facilitar a compra das máquinas, a
Singer foi pioneira na introdução do sistema de vendas
a prazo. A empresa cresceu no mercado mundial e o nome Singer
se firmou como sinônimo de máquina de costura.
A história da Singer do Brasil se confunde
com a própria história do país. Tudo
começou em 1858, quando foi aberto no Rio de Janeiro, na
rua Ouvidor nº 117, o primeiro ponto de vendas das máquinas
de costura no Brasil.
Trinta anos depois, pelo decreto 9.996, a
Princesa Isabel concedeu autorização para a SINGER
funcionar no Brasil. O escritório central continuaria
no Rio de Janeiro e foram abertas novas filiais: Niterói,
Campos, São Paulo, Salvador, Recife e Pelotas. Nesta época,
a Singer introduziu no Brasil o sistema de vendas a crédito,
com pagamentos semanais de um mil réis.
Em 22 de agosto de 1905, a SINGER obteve o
registro definitivo para operar no país. A organização
expandiu-se e em 1913, atingiu o recorde de 3 milhões de
máquinas de costura vendidas em todo o mundo. Os vendedores
não mediam esforços para introduzir os produtos e
as filiais multiplicaram-se, gerando a decisão da instalação
de uma fábrica de máquinas de costura. A Singer adquiriu,
em meados de 1950, a tradicional Fazenda Palmeiras, com 300 alqueires
de terra e localizada no bairro de Viracopos, município de
Campinas.
Em 1951, enquanto a SINGER Mundial comemorava
100 anos de existência, iniciava-se a construção
daquela que seria a primeira fábrica de máquinas de
costura da América Latina. A construção foi
rápida e, a 14 de maio de 1955, foi inaugurada, pelo então
Presidente do Brasil, Café Filho, e pelo governador do Estado
de São Paulo, Jânio Quadros, a Companhia Industrial
Palmeiras de Máquinas e Móveis.
Na época da inauguração,
a SINGER empregava 548 pessoas. O crescimento foi tão rápido
que, em 1958, a fábrica fazia a sua primeira exportação
de 200 máquinas para o Chile. As vendas aumentavam e puxavam
a produção. Novos produtos foram desenvolvidos e lançados
no mercado brasileiro e a fábrica foi ficando pequena...
essa situação determinou um plano de expansão
e a criação de outras duas unidades: a fábrica
de Agulhas, em 1968, na cidade de Indaiatuba, e a Singer do Nordeste,
localizada em Juazeiro do Norte/CE, inaugurada em 1997.
A Singer do Brasil, adaptada às modernas
técnicas de organização e avançados
métodos operacionais, impôs sua tradição
de "Qualidade", posicionando-se de maneira competitiva
no mercado mundial.
A
invenção da máquina de costura.
Os
primeiros inventores de máquinas de costura.
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