Fécula e suas bolsas e mochilas

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Jul 14
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Singer por aí

Foi a avó materna que deu à Fernanda os primeiros retalhos e botões para criar e usar sua imaginação. Ela fazia, à mão mesmo, roupinhas, colchas e almofadas para suas bonecas. Curiosa como ela só, Fernanda conta que, aos 7 anos, fez um pequeno corte no seu edredom só para ver como era por dentro. 

Infelizmente sua avó faleceu muito cedo, quando ela ainda tinha 9 anos, e não chegou a lhe ensinar a costurar de verdade. Foi só aos 17 anos que ela decidiu fazer um curso de modelagem e costura com uma amiga. Apesar de não ter gostado muito do curso, ela brinca que pelo menos aprendeu a colocar linha na máquina, uma Singer doméstica.

Um ano depois, Fernanda ganhou sua primeira Singer. Algum tempo depois ela decidiu fazer outro curso de modelagem e costura e, em seguida, um curso de bordado à máquina. Tudo começou como um passatempo, como ela mesma diz. “Começou como um hobby, eu queria fazer acessórios pra mim, sempre amei estojos e mochilas. Também queria customizar minhas roupas e fazer fantasias”.

Logo que ganhou sua máquina, Fernanda comprou um pedaço de vinil para fazer um estojo para si mesma. Daí foi testando modelos, fez também um porta-moedas. Daí começou a vender suas criações nos corredores da faculdade e também em uma feirinha perto da sua casa, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

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Em 2007 ela decidiu cursar uma faculdade de Moda, onde aprendeu a utilizar diferentes tipos de máquinas. Depois disso ela comprou uma máquina industrial para trabalhar com materiais mais pesados, como lonas e tecidos emborrachados, para costurar mochilas e bolsas. “Cheguei a quebrar minha primeira máquina caseira costurando uma bolsa de vinil”, diverte-se Fernanda ao contar pra gente.

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Desde o ano passado, a Fernanda deixou de vender na feirinha perto de casa e passou a vender pela internet. Para quem quer seguir o mesmo caminho, ela dá algumas dicas. “Muuuito treino, pras costuras ficarem boas e o produto, bem acabado. Muita pesquisa de materiais também. Conhecer outras etapas do processo também pode agregar valor ao produto: mandar estampar o próprio tecido, por exemplo. E não ficar só copiando o que se vê nas revistas de artesanato, mas criar algo próprio, que o cliente não vai encontrar em qualquer feirinha”.

Como tantos outros artesãos, a Fernanda também foi bastante incentivado pelo movimento Compro de Quem Faz. Ela dá seu depoimento sobre o CDQF: “Ele me serve de incentivo, pra que eu persista fazendo o que eu gosto, mesmo que dê trabalho, pois tem cada vez mais gente que valoriza isso”.

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  1. Uma história que mostra que nada nasce da noite para o dia, de passo em passo é que se cria algo, seja uma marca, um produto, …
    Parabéns Fernanda pela criatividade que faz o seu produto se tornar único.

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